O câncer de ovário é frequentemente chamado de “doença silenciosa” porque, em seus estágios iniciais, os sintomas costumam ser sutis, vagos e facilmente confundidos com problemas digestivos, hormonais ou ginecológicos comuns. Justamente por isso, muitas mulheres só recebem o diagnóstico quando a doença já está em estágio mais avançado.
Reconhecer os sinais precoces não significa entrar em pânico, mas sim desenvolver atenção ao próprio corpo. Quando identificados cedo, as chances de tratamento eficaz aumentam consideravelmente.
A seguir, conheça 8 sinais silenciosos e iniciais de câncer de ovário que merecem atenção, especialmente se forem persistentes, frequentes ou progressivos.
1. Inchaço abdominal persistente
Sentir a barriga inchada ocasionalmente é comum, mas no câncer de ovário o inchaço tende a ser:
-
Frequente
-
Progressivo
-
Não relacionado à alimentação
Muitas mulheres relatam que as roupas começam a apertar mesmo sem ganho de peso significativo. Esse sintoma ocorre devido ao acúmulo de líquidos ou ao crescimento do tumor na região abdominal.
2. Dor ou desconforto pélvico
Dores leves, pressão ou sensação de peso na região pélvica que:
-
Não desaparecem
-
Não estão ligadas ao ciclo menstrual
-
Persistem por semanas
podem indicar alterações nos ovários ou tecidos ao redor.
3. Sensação de saciedade rápida ao comer
Sentir-se cheia após ingerir pequenas quantidades de comida, sem mudança na dieta, é um sinal frequentemente ignorado. Isso acontece porque o crescimento tumoral pode pressionar o estômago e os intestinos, reduzindo o espaço abdominal.
4. Alterações no hábito intestinal
Mudanças recentes e persistentes, como:
-
Constipação frequente
-
Diarreia sem causa aparente
-
Sensação de evacuação incompleta
podem ocorrer devido à pressão do tumor sobre o intestino.
5. Necessidade frequente de urinar
Urinar mais vezes ao dia ou sentir urgência urinária, mesmo sem infecção, pode ser consequência da compressão da bexiga pelos ovários aumentados.
Esse sintoma é frequentemente confundido com cistite ou alterações hormonais.
6. Cansaço excessivo e sem explicação
A fadiga persistente que:
-
Não melhora com descanso
-
Surge sem esforço excessivo
-
Acompanha outros sintomas
pode estar relacionada a processos inflamatórios, alterações metabólicas ou anemia associadas à doença.
7. Dor durante a relação sexual
Desconforto ou dor durante o ato sexual (dispareunia), especialmente quando não existia antes, pode indicar alterações pélvicas que merecem investigação ginecológica.
8. Perda ou ganho de peso inexplicável
Mudanças de peso sem alteração na alimentação ou rotina física podem ocorrer. Algumas mulheres perdem peso devido à perda de apetite, enquanto outras percebem aumento abdominal localizado, sem aumento geral de gordura corporal.
Por que esses sinais são tão ignorados?
O câncer de ovário não costuma causar sintomas intensos no início. Além disso:
-
Muitos sinais se confundem com problemas digestivos
-
Alterações hormonais da menopausa mascaram sintomas
-
A rotina corrida faz com que sinais persistentes sejam normalizados
Por isso, a persistência dos sintomas é o principal alerta, mais importante do que a intensidade.
Quando procurar um médico?
Procure avaliação médica se você apresentar:
-
Um ou mais desses sintomas
-
Por mais de 2 a 3 semanas
-
De forma contínua ou progressiva
O ginecologista poderá solicitar exames como ultrassom transvaginal, exames de sangue e, se necessário, encaminhar para avaliação especializada.
Fatores de risco importantes
Alguns fatores aumentam o risco de câncer de ovário:
-
Histórico familiar da doença
-
Mutação genética (BRCA1 e BRCA2)
-
Idade acima de 50 anos
-
Nunca ter engravidado
-
Endometriose
Mesmo assim, a doença também pode ocorrer sem nenhum fator de risco conhecido.
Importante lembrar
Este artigo tem caráter informativo e não substitui avaliação médica. A maioria desses sintomas está relacionada a condições benignas. No entanto, ouvir o próprio corpo e buscar orientação profissional é a melhor forma de cuidado.
O câncer de ovário raramente começa de forma evidente. Ele se manifesta através de sinais silenciosos, persistentes e facilmente ignorados. Estar atenta a mudanças no corpo é um ato de autocuidado e pode fazer toda a diferença no diagnóstico precoce.
Informação salva vidas — especialmente quando compartilhada.