Infarto: Sintomas, diferenças entre homens e mulheres e o que fazer em caso de emergência

O infarto, também conhecido como ataque cardíaco, é uma das principais causas de morte no mundo e ocorre quando o fluxo de sangue para uma parte do músculo do coração é interrompido. Na maioria das vezes, isso acontece devido ao acúmulo de placas de gordura nas artérias coronárias ou pela formação de um coágulo, impedindo que o oxigênio chegue ao tecido cardíaco.

Trata-se de uma emergência médica absoluta, em que cada minuto é decisivo. Quanto mais rápido o atendimento, maiores são as chances de preservar o músculo cardíaco e evitar complicações graves ou fatais.

Principais Sintomas de Infarto (Sinais Mais Comuns)

Os sintomas de infarto podem variar de pessoa para pessoa, mas alguns sinais são considerados clássicos e merecem atenção imediata.

1. Dor no peito

É o sintoma mais conhecido. Geralmente é descrito como:

  • Sensação de aperto, pressão ou peso

  • Queimação ou dor intensa no centro do peito

  • Desconforto que dura mais de 20 minutos

  • Dor que não melhora com repouso

Essa dor pode surgir de forma gradual ou repentina.

2. Dor irradiada para outras regiões

A dor no peito pode se espalhar para:

  • Braço esquerdo (mais comum)

  • Braço direito

  • Pescoço

  • Mandíbula

  • Costas

  • Ombros

Essa irradiação ocorre porque o cérebro pode interpretar a dor cardíaca como vindo de outras áreas do corpo.

3. Sinais físicos associados

Outros sintomas que frequentemente acompanham o infarto incluem:

  • Suor frio intenso

  • Palidez

  • Falta de ar

  • Tontura ou sensação de desmaio

  • Palpitações

Esses sinais indicam que o coração está tendo dificuldade para bombear o sangue adequadamente.

4. Sintomas considerados atípicos

Algumas pessoas apresentam sintomas menos evidentes, como:

  • Dor na parte superior do abdômen (semelhante a má digestão)

  • Náuseas ou vômitos

  • Sensação de mal-estar geral

Esses sinais são perigosos justamente por serem facilmente ignorados.

Diferenças nos Sintomas Conforme o Perfil

O infarto não se manifesta da mesma forma em todas as pessoas. Entender essas diferenças pode salvar vidas.

Infarto em mulheres

As mulheres tendem a apresentar sintomas mais sutis ou “silenciosos”, como:

  • Cansaço extremo e repentino

  • Falta de ar sem dor no peito

  • Indigestão persistente

  • Dor nas costas ou na mandíbula

  • Sensação intensa de ansiedade ou medo

Esses sinais fazem com que muitas mulheres demorem a procurar ajuda médica.

Infarto em idosos

Nos idosos, o infarto pode ocorrer sem a dor típica no peito, sendo chamado de infarto silencioso. Os sinais mais comuns incluem:

  • Confusão mental súbita

  • Sonolência excessiva

  • Falta de ar

  • Queda de pressão

Isso torna o diagnóstico mais difícil e exige atenção redobrada dos familiares.

Infarto em jovens

Embora menos comum, o infarto em jovens costuma ser:

  • Mais súbito

  • Mais intenso

  • Com evolução rápida

Em muitos casos, não há histórico prévio de dor no peito, o que pode atrasar o socorro.

O Que Fazer em Caso de Suspeita de Infarto

Diante de qualquer suspeita, não espere os sintomas passarem. Siga estas orientações:

  1. Ligue imediatamente para a emergência

    • Brasil: 192 (SAMU)

    • Europa: 112

  2. Mantenha a pessoa calma, sentada ou deitada, enquanto aguarda o socorro.

  3. Não tente ir dirigindo até o hospital. A ambulância possui equipamentos e profissionais preparados para agir em caso de parada cardíaca.

  4. Se a pessoa perder a consciência e parar de respirar, inicie imediatamente a massagem cardíaca (reanimação cardiopulmonar), se souber como fazer.

Por Que Nunca Ignorar a Dor no Peito

Um erro comum é atribuir a dor no peito à ansiedade, gases ou estresse. Embora crises de ansiedade possam simular sintomas cardíacos, somente exames médicos podem confirmar a causa.

👉 Regra de ouro: dor no peito associada a suor frio, falta de ar ou mal-estar geral deve sempre ser avaliada em uma emergência hospitalar.

Resumo: Condições de Saúde que Exigem Atenção Máxima

Algumas doenças apresentam risco elevado de morte se não tratadas rapidamente:

Emergências de alta mortalidade

  • Infarto

  • Raiva humana (após início dos sintomas)

  • Ebola e Marburg

Infecções graves

  • Dengue hemorrágica

  • Leptospirose

  • Tuberculose

Doenças crônicas e virais

  • HIV/AIDS

  • HPV

  • Parkinson

Condições que podem confundir

  • Ansiedade e síndrome do pânico

  • Bronquite e rinite

O infarto é uma condição grave, mas o reconhecimento precoce dos sintomas e a busca imediata por ajuda médica salvam vidas. Conhecer os sinais, entender as diferenças entre os perfis e agir rapidamente pode fazer toda a diferença entre a recuperação e consequências irreversíveis.

Informação, neste caso, não é apenas conhecimento — é proteção.

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